Ganhadores do Nobel pedem mundo sem arma nuclear

Prêmios Nobel da Paz, inclusive o Dalai Lama, pediram hoje um mundo sem armas nucleares em uma cerimônia realizada na cidade japonesa de Hiroshima, onde a primeira bomba atômica explodiu 65 anos atrás.

AE, Agência Estado

14 de novembro de 2010 | 15h31

O melancólico evento marcou o fim de um encontro anual de três dias entre ganhadores do prêmio da Paz. A reunião foi alegrada, entretanto, pela notícia de que Aung San Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz de 1991, foi libertada pelo governo de Mianmar após mais de 15 anos de detenção. Ela se tornou um símbolo da democracia no país, que é governado por uma junta militar desde 1962.

"O passado é o passado. Agora precisamos olhar para a frente", disse o Dalai Lama, líder espiritual do Tibete. "Precisamos utilizar o diálogo, com o espírito de reconciliação. Essa é a única forma de resolver problemas. Usar a força é antiquado." Os premiados também lamentaram que o ganhador deste ano, o dissidente chinês Liu Xiaobo, ainda esteja na prisão.

Os ganhadores do prêmio Nobel da Paz colocaram uma coroa de flores e se inclinaram diante de um monumento às vítimas do ataque atômico, enquanto a eterna Chama da Paz de Hiroshima queimava ao fundo. Cerca de sete mil pessoas participaram da cerimônia, de acordo com autoridades da cidade.

Jody Williams, ganhadora de 1997 por seu trabalho pela proibição de minas terrestres, leu um pronunciamento conjunto dos laureados. "Armas nucleares não podem ser ''desinventadas'', mas podem e devem ser desregulamentadas, assim como armas químicas e biológicas, campos minados e bombas de fragmentação foram declaradas ilegais", disse ela.

O Encontro Global de Premiados com o Nobel da Paz ocorre anualmente e tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para suas conquistas, além de disseminar a mensagem geral de paz por meio dos direitos humanos e da não-violência. Os últimos dez encontros foram realizados na Europa, mas desta vez os organizadores escolheram Hiroshima para abordar com maior ênfase a questão nuclear. As informações são da Associated Press.

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