Garcia: Brasil não se constrange por já ter apoiado Irã

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, diz que o Brasil ainda não recebeu informação oficial da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre a usina nuclear secreta do Irã. Garcia diz que o Brasil não se sente constrangido por já ter apoiado o programa nuclear iraniano, pois Teerã tinha assegurado ao País que não usaria a usina para fins militares. "Se comprovarmos que há utilização militar, evidentemente que faremos sentir o nosso protesto junto ao governo iraniano", disse.

NALU FERNANDES, Agencia Estado

25 de setembro de 2009 | 16h09

Hoje, antes do início do encontro de cúpula do G-20, o presidente dos EUA, Barack Obama, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro ministro britânico, Gordon Brown, acusaram o Irã de construir em segredo uma usina nuclear e que a mesma estaria aparelhada para uso militar.

De acordo com Garcia, o Brasil sente-se fortalecido pelo fato de que o próprio presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, avaliou como positivo o diálogo do Brasil com o governo iraniano. Hoje, o norte-americano disse que achava positivo o contato do Brasil com o Irã, segundo relato do embaixador do Brasil nos EUA, Antonio Patriota. "Nós confiamos no diálogo", diz Garcia. "A política do Brasil é de mudar a política nuclear do Irã e de garantir firmemente que o país não terá bomba nuclear."

Regras da AIEA

O presidente do Irã disse que seu país cumpre as regras da AIEA, que exige ser informada sobre qualquer nova instalação de enriquecimento de urânio meses antes de sua entrada em operação.

Segundo disse Ahmadinejad em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, a nova instalação não entrará em operação nos próximos 18 meses. Portanto, o Irã não violou nenhuma exigência. Com informações da Associated Press.

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