García diz que defenderá eleições limpas na América do Sul

O presidente eleito peruano, Alan García, disse que defenderá "os direitos básicos de qualquer país da América do Sul" de "escolher livremente" os seus governantes, informou nesta segunda-feira a imprensa local.Faltando cinco dias para assumir o poder, García afirmou acreditar "que os países da América devem desqualificar as eleições quando elas não são limpas"."Isso não significa apenas que não haja um militar com um fuzil na cabeça do eleitor, mas também que não haja um ambiente de temor ou de compra generalizada de votos com os recursos do Estado", disse o presidente eleito do Peru, em entrevista ao jornalista argentino Andrés Oppenheimer.O dirigente do Partido Aprista Peruano (PAP), que governou o Peru entre 1985 e 1990, rejeitou qualquer tentativa de golpe de Estado em seu país e prometeu que, se preciso, "exercerá a força da lei e das armas com a maior energia possível".García afirmou que a falta de educação e de "um consciente coletivo que só se vê na América Latina" contribuem para que os setores mais pobres sigam os que ele qualificou como "ditadores". O político social-democrata prometeu que não disputará a reeleição, já que "os homens políticos têm de exercer o poder e, se o fizerem bem, suas equipes e seus partidários continuarão otrabalho".García, vencedor das eleições peruanas no segundo turno, assumirá a Presidência quase seis anos depois da crise institucional e política que atingiu seu país após a renúncia, em novembro de 2000, do então presidente peruano Alberto Fujimori.

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