García diz que irá reduzir em 60% próprio salário

O novo presidente do Peru, Alan García, tomou posse na sexta-feira anunciando uma série de medidas para reduzir os gastos do governo e prometeu usar os recursos economizados em programas para os mais pobres.Ele anunciou uma redução de cerca de 60% no próprio salário e disse que vai diminuir também os salários de outros cargos eletivos. O novo presidente também prometeu reduzir pela metade o número de empregados e o orçamento do Palácio do Governo e disse que o dinheiro economizado será utilizado para projetos de irrigação na região de Cusco, para o benefício de 20 mil pessoas. García anunciou ainda mudanças na rede de embaixadas e consulados peruanos e redução de 25% nos salários de embaixadores e diplomatas peruanos.?Comecemos a governar com prioridade em favor do que vivem na miséria?, afirmou, dizendo que o país tem 13 milhões de pobres e 5 milhões de miseráveis.A cerimônia de posse foi assistida pelos presidentes do Brasil, da Bolívia, Colômbia, Chile, El Salvador, Equador, Honduras, Panamá e Paraguai, além do príncipe Felipe, da Espanha, do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Carlos Gutierrez, e dos vice-presidentes da Guatemala e da Argentina.BurocraciaO novo presidente também anunciou uma série de medidas para reduzir a burocracia e dar mais agilidade ao trabalho dos ministérios. E disse que todos os funcionários públicos que trabalharem além do horário vão receber horas extras.García também disse que quer atrair outras forças políticas para o governo. Seu partido, o Apra, elegeu apenas 36 dos 120 membros do Congresso, mas o presidente já começou a conversar com os outros partidos antes mesmo da posse e, na opinião de analistas peruanos, começa o governo com boas condições de governabilidade.Dos 15 ministros, cinco são apristas e dez são técnicos. Ele também destacou, na nomeação dos ministros, na quinta-feira, que seis deles são mulheres.O candidato derrotado a presidente, Ollanta Humala, disse que o discurso de García é demagógico e que ele não tratou de temas importantes, como corrupção, tratado de livre comércio com os Estados Unidos, e disse que tudo continua como nos governos anteriores.

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