García e Flores continuam briga pela vaga no segundo turno

O ex-presidente Alan García e a conservadora Lourdes Flores continuam brigando voto a voto pela vaga no segundo turno das eleições presidenciais no Peru, em que um deles vai enfrentar o nacionalista Ollanta Humala. O Escritório Nacional de Processos Eleitorais entregou um relatório após a apuração de 89,15% dos votos, dando 30,94% a Humala, 24,40% a García e 23,44% a Flores. Ainda falta a apuração dos votos de zonas afastadas, da floresta (Loreto, San Martín e Amazonas), da serra (Cajamarca), e do litoral (Lima e Callao). Até agora foram somados 30% dos votos dos 457.891 peruanos que vivem no exterior. Cerca de 50% deles votaram, com forte inclinação por Flores. Durante o Sábado de Aleluia, o líder do partido Aprista e ex-chefe de Estado (1985-90) Alan García se dedicou a descansar com sua família. Flores, por sua vez, se reuniu com Xavier Barrón, chefe de apuração da aliança União Nacional. A candidata conservadora se disse "otimista", prevendo alcançar García na reta final da contagem. Ela anunciou que vai esperar a apuração "até o último voto". Flores, de 46 anos, previu que a aliança União Nacional e o partido Aprista "serão as bases para a construção do consenso no Peru, no qual também é preciso dar lugar ao fujimorismo". A candidata elogiou a decisão de García de suspender o pedido de anulação das votações em Miami, Madri e Milão, que "não tinha sentido". O secretário do Tribunal Nacional de Eleições, Juan Falconí, disse hoje à EFE que com a suspensão do pedido "a contagem vai seguir seu curso normal e que tudo poderá fluir normalmente".

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