García Márquez passa um mês em Cuba sem ver Fidel

O escritor colombiano Gabriel García Márquez, um dos grandes amigos de Fidel Castro passou um mês em Havana e não pôde ver o líder cubano que está doente, informa a revista Semana, dirigida pelo escritor, em sua edição desta segunda-feira.É um "mau sinal", segundo a publicação, neste momento em que "continuam as especulações sobre o estado de saúde de Fidel Castro, é um indício que leva a pensar que a situação não está melhor". Semana explica que o Nobel de Literatura de 1982 "viajou a Cuba para a comemoração dos 80 anos do líder e prolongou sua estadia por quase um mês", mas não foi recebido por Fidel, acrescentando que "isso nunca tinha acontecido anteriormente".O artigo da revista lembra que "até relativamente pouco tempo Castro esteve com Hugo Chávez (presidente da Venezuela) e Kofi Annan (secretáriogeral da ONU)".O autor de Cem Anos de Solidão "é igualmente ou mais próximo do comandante do qualquer destas figuras, e o fato de que Fidel não tenha podido se encontrar com Gabo foi interpretado como um sinal de que as coisas se complicaram".A publicação da breve nota na seção Confidenciales da revista coincide com a confirmação de que o chefe da cirurgia do hospital público Gregorio Marañón de Madri, José Luis GarcíaSabrido, viajou na quinta-feira passada para Havana para examinar apossibilidade de operar Fidel Castro.No último dia 19 de dezembro, García Márquez e Raúl Castro, o irmão de Fidel a quem ele transmitiu o poder em julho passado, quando foi submetido a uma operação no intestino, inauguraram um mural de 15 pintores como presente ao líder cubano pelos seus 80 anos, completados em 13 de agosto.

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