García pede que votos em Madri, Miami e Milão não sejam anulados

O ex-presidente do Peru Alan García pediu hoje ao partido Aprista, que ele dirige, a retirada dos pedidos de anulação dos votos em Madri, Miami e Milão, porque quer "uma vitória limpa e que não cause feridas no país". O ex-presidente (1985-90) desautorizou assim a decisão do partido Aprista de pedir que se anulem os votos dos peruanos em três cidades do exterior, onde a conservadora Lourdes Flores tem um amplo apoio. Na saída da missa da Sexta-Feira Santa na Catedral de Lima, García declarou que tem "plena confiança nos resultados" e que quer "ganhar em grande estilo, sem deixar nenhuma dúvida nem feridas entre os peruanos". Na quinta-feira passada, o partido Aprista solicitou ao Júri especial de Lima a anulação dos votos de Miami, Madri e Milão com o argumento de que houve atos proselitistas dos partidários de Flores durante o dia de votação, em violação das leis eleitorais peruanas. O ex-chefe de Estado e líder do partido Aprista anunciou que espera que o Júri Eleitoral de Lima leve em conta seu pedido e "desista" de se pronunciar sobre a anulação dos votos no exterior. "Confio na vontade de Deus e do povo peruano, tenho meu ânimo absolutamente sereno, uma tranqüilidade muito grande, e não quero que nada turve o que poderia ser uma vitória apertada, mas que será uma vitória", concluiu García. O último relatório do Escritório Nacional de Processos Eleitorais divulgado nesta sexta-feira indica que, com 89,30% dos votos apurados, o ex-militar Ollanta Humala obteve 30,94% dos votos, seguido de Alan García, com 24,42%, e da conservadora Lourdes Flores, com 23,42% dos votos. Este ano, a Semana Santa no Peru está impregnada pelos resultados eleitorais, que são divulgados a conta-gotas e onde depois de cinco dias das eleições ainda há dúvidas de quem será o rival do nacionalista Humala no segundo turno.

Agencia Estado,

15 Abril 2006 | 00h57

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