Garcia 'vetou' visita a túmulo de líder sionista

AMÃ

, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2010 | 00h00

A diplomática e tradicional colocação de flores no túmulo do fundador do sionismo, Theodor Herzl, foi ceifada da agenda da visita oficial do presidente Lula a Israel, nesta semana, pelo assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. Ele desconsiderou observações remetidas pela embaixada do Brasil em Tel-Aviv e avaliou o compromisso como uma contradição à posição brasileira pró-palestinos.

O corte desse ponto da agenda, assim como a recusa da audiência de Lula com o chanceler de Israel, o direitista Avigdor Lieberman, não foi um ato unilateral, mas uma decisão negociada com o governo israelense. Oficialmente, o Itamaraty alegou que o programa estava pesado demais para o presidente. Mas os cortes irritaram israelenses.

No comunicado (telegrama) 224, enviado ao Itamaraty em caráter "ostensivo" e com urgência no dia 10, o embaixador do Brasil em Israel, Pedro Motta Pinto Coelho, informou que o encontro de Lula com Lieberman e as flores no túmulo de Herzl fazem parte do protocolo oficial. Além disso, o cerimonial israelense tinha avisado que a homenagem a Herzl demoraria poucos minutos porque o local é perto do Museu do Holocausto, visitado por Lula. Por fim, Coelho acentuou que tais cortes seriam "uma ofensa ao Estado e Israel". / D. C. M.

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