Jesus Ruiz/Reuters
Jesus Ruiz/Reuters

Garoto de 11 anos mata professora e comete suicídio em escola no México

Seis pessoas ficaram feridas no ataque; cinco são crianças

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2020 | 01h49

Um garoto de 11 anos de idade desencadeou terror nesta sexta-feira, 11, em sua escola no norte do México, matando uma professora e ferindo seis pessoas antes de cometer suicídio, informaram autoridades locais. 

De acordo com o governador de Coahulia, Miguel Ángel Riquelme, o garoto teria sido influenciado por um jogo de videogame chamado Seleção Natural. “A camisa do garoto, na parte inferior, trazia o nome do game”, disse Riquelme. “Ele tentou recriá-lo hoje. Disse a um colega ‘hoje é o dia”.

A imprensa, no entanto, lembrou que um dos adolescentes do massacre de Columbine, executado em 1999 nos Estados Unidos, usava uma camiseta branca com a inscrição “Seleção Natural”. O jogo só foi lançado três anos depois.

O crime aconteceu na capital de Coahulia, Torreón, no Colégio Cervantes. O garoto, que estava no último ano da escola primária e morava com os avós desde que sua mãe morreu anos atrás, estava na sala de aula quando pediu permissão para ir ao banheiro.

“Ali a professora descobre que o garoto sai, do banheiro onde trocaria de roupa, com duas armas, uma em cada mão, atirando. Pouco tempo depois, ele se mata”, disse o governador, cujas filhas também estudam no colégio. 

O garoto usou duas armas, uma de calibre 40 e outra de calibre 22, disse o promotor de Coahulia, Gerardo Márquez, que disse que os dispositivos eletrônicos da criança serão investigados para descobrir como ele adquiriu as armas.

Também é investigado se as armas poderiam ser do seu avô. As leis mexicanas restringem severamente a posse e o porte de armas.

Não está claro se a professor que saiu para procurar o agressor no banheiro é a mesma que morreu, com 50 anos de idade.

"As crianças estão nervosas, não estão acostumadas a ver esse tipo de situação. Meus filhos me disseram que um menor foi quem atirou (...) é difícil de acreditar", disse um pai que pediu para não ser identificado. 

Após o ataque, fora da escola, numerosos pais e mães das crianças se aglomeraram, exigindo saber informações sobre o que aconteceu.Vários alunos e professores que sofreram colapsos nervosos foram recebidos em um hospital particular.

Dos seis feridos, um é professor de educação física de 40 anos e o restante são crianças, que não tiveram suas idades divulgadas e "já estão fora de perigo". Também não se sabe se eles eram colegas do atirador, informou o governador.

Jorge Zermeño, prefeito de Torreón, disse à rede de televisão Televisa que o menino tinha "notas muito boas" e "comportamento aparentemente normal", apesar de não ter descartado a hipótese de "algum tipo de problema psicológico". /AFP

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