Garoto de 14 anos morre em conflito entre Hamas e Fatah

Atiradores palestinos das milícias rivais Hamas e Fatah entraram em confronto no sul de Gaza na quarta-feira, matando um menino de 14 anos e ferindo outros quatro, segundo funcionários do hospital e policiais. Os conflitos começaram na cidade de Khan Younis durante o funeral de um militante palestino morto na terça-feira a noite durante ataque das forças aéreas israelenses.Um policial da área, falando em condição de anonimato por falta de autorização, disse que homens armados do Fatah, que estavam no funeral, ficaram furiosos quando um militante do Hamas acusado de criar conflitos entre os dois grupos chegou no local. O menino tomou um tiro no estômago, segundo funcionários do hospital. Outras quatro pessoas ficaram feridas, inclusive o integrante do Hamas, de acrodo com o policial. Confrontos armados entre o Hamas e o Fatah começaram assim que o governo liderado pelo Hamas assumiu o poder em março. A maioria dos conflitos se deve por disputas sobre o controle das forças de segurança.Abbas e Haniyeh concordam em governo unificadoO presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e seu primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, do Hamas, concordaram em iniciar as negociações para a criação de um Governo de união, anunciou nesta quarta-feira o porta-voz do Executivo do Hamas, Ghazi Hamad. A decisão foi adotada numa reunião entre os dois líderes na terça-feira na cidade de Gaza, acrescentou a fonte. "Em princípio, existe um acordo sobre esta questão", afirmou Hamad. "Começarão as negociações entre o presidente e as facções palestinas", acrescentou, sem informar quando. O primeiro-ministro, segundo a imprensa local, afirmou após a reunião com Abbas que "em breve começarão as consultas para o estabelecimento de um Governo palestino de união nacional". Haniyeh destacou, no entanto, que existem numerosas divergências, mas que o caminho foi pavimentado para o início das consultas com base no denominado "Plano dos Prisioneiros".O premier se referia a uma plataforma política, elaborada por dirigentes de diferentes facções palestinas presos em Israel e que Abbas propôs submeter a referendo público. Tal documento inclui o reconhecimento implícito do direito de Israel a existir, algo a que o Hamas se opõe até o momento. Na reunião de terça-feira, que foi a portas fechadas, Haniyeh expressou a Abbas que a criação de um governo de coalizão só poderá materializar-se quando os ministros e deputados do Hamas presos por Israel há mais de um mês forem postos em liberdade.Haniyeh sugeriu que a criação do Governo de união poderá aliviar o bloqueio internacional a que o atual Executivo do Hamas é submetido. "Isto ajudará a levantar o embargo imposto aos palestinos e a aliviar seu sofrimento", afirmou. Para retomar a ajuda, os principais países doadores exigem que o Governo palestino reconheça o direito de Israel a existir, renuncie à violência e aceite os acordos firmados por Governos palestinos anteriores.

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