, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2010 | 00h00

O juiz espanhol Baltazar Garzón afirmou ontem que "a democracia é incompatível com a impunidade". Segundo ele, a responsabilidade civil do Estado iraniano é "evidente" no caso do atentado à Associação Mutual Israelita-Argentina (Amia).

Garzón ressaltou que já se passaram 16 anos do atentado em Buenos Aires e criticou a demora em punir os responsáveis. "Justiça tardia não é Justiça", disse. A embaixada do Irã não se pronunciou sobre as acusações de Israel, dos parentes das vítimas e de Garzón.

Buenos Aires também foi cenário ontem do primeiro encontro de sobreviventes e parentes de vítimas de atentados terroristas. Eles relataram suas experiências nos ataques de Madri, Amia e das Torres Gêmeas, além da explosão que destruiu a Embaixada de Israel em Buenos Aires, em 1992.

Os sobreviventes também participaram de um ato em homenagem às vítimas, que contou com a presença do ex-presidente Néstor Kirchner e de líderes da oposição argentina. / A.P.

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