José Jácome/Efe
José Jácome/Efe

Garzón diz que Assange não é terrorista e será defendido

Fundador do WikiLeaks pediu asilo ao Equador e está na embaixada do país, em Londres

AE, Agência Estado

03 de agosto de 2012 | 17h38

QUITO - O ex-juiz espanhol Baltasar Garzón se reuniu nesta sexta-feira, 3, na capital do Equador com Christine Assange, mãe do fundador do website WikiLeaks, Julian Assange, que está refugiado na embaixada equatoriana em Londres. Assange pediu asilo ao Equador e o governo equatoriano deverá tomar uma decisão após meados deste mês. A Suécia pediu à Grã-Bretanha a extradição de Assange. Ele é acusado de abuso sexual e estupro por duas mulheres na Suécia. Assange nega as acusações.

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Em coletiva de imprensa conjunta com a mãe do ativista australiano, Garzón afirmou que foi contactado pelo fundador do WikiLeaks e que se encarregou da defesa de Assange "desde o dia 19 de julho". Garzón afirmou que o caso que Assange enfrenta "afeta os direitos humanos que devem ser respeitado em uma democracia, a liberdade de expressão e o rito jurídico".

"Assange não é um pirata, não é um terrorista" disse Garzón. Segundo ele, o que o fundador do WikiLeaks fez foi apenas "divulgar informações com elementos muito graves que ninguém teve a preocupação de investigar nos Estados Unidos". O WikiLeaks, website co-fundado e editado por Assange, divulgou mais de 500 mil documentos diplomáticos classificados do Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos, bem como milhares de documentos secretos dos EUA sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque.

Garzón lembrou que não existem, até agora, acusações formais do governo dos EUA feitas contra Assange. "Nós intuímos quais seriam essas acusações, só que elas não foram feitas formalmente e também não temos informações dos Estados Unidos. As acusações são secretas. Se não existissem as acusações contra Assange feitas na Suécia, ele estaria livre", afirmou o ex-juiz espanhol.

"Um pedido de extradição está claramente definido como uma perseguição política contra Assange. Mas se for concedida a extradição, o que será feito é uma entrega aos Estados Unidos, que não se manifestou", disse Garzón em alusão ao pedido de extradição feito pela Suécia ao Reino Unido. O ex-juiz espanhol falou durante a maior parte da coletiva, enquanto a mãe de Assange se manteve calada ao seu lado. Ela está em Quito para defender o pedido de asilo feito pelo filho. Questionada, Christine disse que a saúde de Julian Assange, de 40 anos, está melhor.

As informações são da Associated Press.

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