Garzón pede transferência para a Corte Penal em Haia

O juiz espanhol Baltasar Garzón solicitou hoje sua transferência para a Corte Penal Internacional, em Haia, onde deve atuar como assessor do escritório do promotor. O magistrado pediu uma licença inicial de sete meses, portanto não renunciou formalmente a seu cargo de juiz da Audiência Nacional da Espanha.

AE-AP, Agência Estado

11 Maio 2010 | 11h34

Garzón ficou famoso internacionalmente quando liderou casos contra o ex-ditador chileno Augusto Pinochet e o líder terrorista Osama bin Laden. Agora, o magistrado está sendo investigado em três processos diferentes, por prevaricação.

O juiz pode ainda ser julgado por sua fracassada tentativa de investigar os crimes do franquismo. Caso condenado, não poderia atuar na magistratura espanhola, mas poderia seguir trabalhando em Haia.

A Audiência Nacional explicou que, em seu novo posto, o juiz será um consultor externo no desenvolvimento de novas técnicas de investigação da promotoria. Ele trabalhará em Haia, na Holanda, mas poderá viajar para países em que a corte esteja realizando alguma investigação. Muitos partidários do magistrado haviam pedido que Garzón buscasse um novo destino, para evitar a bastante possível suspensão a que ele está sujeito na Espanha.

Mais conteúdo sobre:
Espanha Garzón Haia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.