Gás cloro pode ter sido usado na Síria, diz organização

Um químico tóxico, muito provavelmente gás cloro, foi usado "sistematicamente e repetidamente" como arma em ataques a vilarejos no norte da Síria no começo deste ano, informou a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) nesta quarta-feira. O relatório da equipe enviada à região para estudar o caso, no entanto, não atribui a ninguém a responsabilidade pelos ataques a três vilas do país.

Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2014 | 17h57

Segundo a instituição, o grupo de especialistas chegou a esta conclusão baseado em dezenas de entrevistas com vítimas, médicos e testemunhas. O documento, porém, não foi publicado em sua totalidade. A OPAQ divulgou apenas uma declaração com um resumo de suas descobertas.

Um outro relato publicado pela organização no começo do ano já havia sugerido que o gás cloro poderia ter sido usado como arma química na Síria. Em maio, a Human Rights Watch chegou a afirmar ter fortes evidências de que, em abril, helicópteros do Exército sírio derrubaram bombas contendo o químico nas mesmas cidades mencionadas pelo relatório da OPQA.

O gás cloro é um químico industrial tóxico que não é especificamente classificado como arma química. A OPAQ afirmou que vai continuar seu trabalho na Síria e que "uma série de novas denúncias" sugeriam novos ataques com gás cloro no país em agosto.

O governo sírio e a organização fiscalizadora se envolveram neste ano em uma missão complexa para remover os estoques de armas químicas e de ingredientes necessários para a sua fabricação. Todos os gases venenosos, agentes nervosos e outros químicos declarados pela Síria foram removidos do país e a maior parte do arsenal foi destruída. Fonte: Associated Press.

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