Gases dificultam resgate de mineiros na Nova Zelândia

As esperanças de se retirar com vida os 29 mineiros presos há três dias na Nova Zelândia diminuíram hoje por causa da presença de gases inflamáveis que impedem os trabalhos de resgate. Os familiares demonstraram sua frustração pela falta de avanços, enquanto as autoridades reconheciam pela primeira vez que pode ser tarde demais para salvar os trabalhadores da mina Pike River, em South Island.

AE, Agência Estado

22 de novembro de 2010 | 16h00

Não há informações dos mineiros desde que ocorreu uma forte explosão na mina, na sexta-feira. A suspeita é de que o acúmulo de metano tenha causado o incidente. A presença desse e de outros gases atrasa o resgate, por causa do temor de uma nova explosão.

As autoridades perfuram um buraco de 160 metros de altura e 15 centímetros de largura para avaliar melhor a qualidade do ar nas zonas onde os mineiros podem estar. As autoridades também pretendem introduzir uma câmara laser de alta resolução para chegar ao local.

Assim que o problema da qualidade do ar se resolver, as equipes de resgate pretendem enviar um robô ao interior da mina. O robô opera com baterias e só funciona com ar fresco, por isso é preciso limpar o ar antes de ele entrar na mina.

"Ainda estamos otimistas, ainda mantemos a mente aberta para toda classe de possibilidades", disse o comissário de polícia Gary Knowles. "Mas prevemos também todas as possibilidades e como parte desse processo, nos preparamos para a possível perda de vidas como resultado do que ocorreu ali embaixo."

Dois mineiros conseguiram deixar o local horas após a explosão da sexta-feira. Não houve, porém, nenhum contato com os 29 desaparecidos. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Nova Zelândiamineirosresgategases

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.