Gasto dos EUA com guerras pode ficar abaixo de US$ 170 bi

Custo das guerras no Iraque e no Afeganistão devem ser menores que o esperado para 2009, diz Pentágono

Reuters,

22 de abril de 2008 | 14h56

A chefe do setor orçamentário do Pentágono afirmou nesta terça-feira, 22, que prevê ser menor do que os US$ 170 bilhões, citados pelo secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, o gasto total do país com as guerras no Iraque e no Afeganistão durante o ano fiscal de 2009.  "Acho que os gastos serão menores", disse à Reuters Tina Jonas, após participar de um seminário organizado pelo Jane's Information Group.   Veja também: Por trás dos analistas militares, há a mão do Pentágono   Jonas afirmou que se reuniria com Gates ainda nesta terça para discutir a possibilidade de fornecer aos congressistas norte-americanos uma estimativa total sobre os gastos referentes aos conflitos armados. O secretário citou a cifra de US$ 170 bilhões recentemente, quando se viu pressionado por membros do Congresso.   O atual governo dos EUA, comandado pelo presidente George W. Bush, pediu esse montante em fundos de guerra para o ano fiscal que começa no dia 1o de outubro, mas afirmou que precisará de mais dinheiro ainda. A Casa Branca avisou que o Congresso precisa aprovar verbas adicionais para a guerra até o final de maio sob pena de o Departamento de Defesa começar a demitir pessoal.   Segundo Jonas, o gasto total do país com a área de defesa, incluindo as despesas ordinárias e as verbas de guerra, somava cerca de 4,7% do Produto Interno Produto (PIB) dos EUA. Mas argumentou que essa porcentagem era menor do que a verificada durante outros conflitos de grandes dimensões. Ela reconheceu que os gastos com a área de defesa aumentaram 71% nos últimos anos, mas ressaltou que tal elevação seria de apenas 34% em termos reais. Os custos operacionais cada vez mais altos continuavam a ser um motivo de grande preocupação em vista da quase triplicação do preço dos combustíveis e o aumento dos gastos com a área da saúde, afirmou. Jonas avisou que as pressões sobre os gastos aumentavam em virtude da ampliação de programas de assistência social nos EUA, como a assistência médica para os pobres e os idosos. E disse que o próximo governo do país poderia deparar-se com um "desastre" na área. O conjunto dos gastos referentes aos grandes projetos do setor de defesa aumentou US$ 900 bilhões (para um total de US$ 1,7 trilhão) desde o ano fiscal de 2001, mas a elevação dos custos operacionais respondia por 44% desse montante, disse Jonas. "Isso é incrível. Precisamos administrar melhor nossos custos", afirmou, observando que esse seria um dos grandes desafios do próximo governo americano.  

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