Gasto militar na América do Sul cresce 50%, diz estudo

A corrida do Brasil por se tornar uma potência regional, aliado às despesas do governo colombiano com armamentos, fez com que o dinheiro gasto com armas na América do Sul tenha sofrido um aumento de 50% em apenas dez anos. Os dados foram publicados hoje pelo Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo. A alta nos gastos militares da região estariam sendo provocadas pela "corrida do Brasil pelo status de potência regional", além do aumento dos gastos da Colômbia para lidar com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

JAMIL CHADE, Agencia Estado

08 de junho de 2009 | 09h39

Em termos mundiais, 2008 registrou um recorde absoluto em termos de recursos para o setor militar. Nunca o mundo gastou tanto com armas como no ano passado. Foram US$ 1,4 trilhão, uma alta de 45% em relação aos últimos dez anos. No total, o mundo gastou 2,4% de sua riqueza para a compra de armas. O valor seria equivalente ao gasto de 217 dólares por habitante.

Nos últimos anos, a guerra no Iraque e o conflito no Afeganistão já custaram US$ 903 bilhões aos cofres norte-americanos. Os Estados Unidos ainda são os líderes nos gastos militares em 2008, representando 41% de tudo o que foi usado para a compra de armas. Mas, pela primeira vez, a China está na segunda posição entre os países que mais gastaram em 2008. Em dez anos, Pequim quadruplicou seus investimentos militares. Os chineses representaram 6% dos gastos mundiais.

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