Gasto militar no mundo cai após 15 anos

Potências ocidentais cortam despesa com armas, tendência oposta à de Rússia, China e emergentes

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2013 | 02h10

Pela primeira em 15 anos, os gastos militares no mundo sofreram uma contração, puxados pela crise na Europa e nos EUA. Mas governos latino-americanos, China e Rússia continuam a expandir seus investimentos em armamentos.

Na Europa, membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) reduziram em 10% os gastos militares. Com cerca de US$ 682 bilhões, os americanos ainda lideram o ranking e têm gasto 5 vez maior que o da China. Mas, em 2012, a contração no Pentágono foi de 6%. "O que estamos vendo é o que pode ser o começo de uma transição no equilíbrio dos gastos militares mundiais dos países ricos do Ocidente para regiões emergentes", indicou Sam Perlo-Freeman, do Instituto de Pesquisas da Paz de Estocolmo.

O Brasil registrou uma leve queda em 2012, de 0,5%. Mas o País tem o 11.º maior orçamento militar do mundo. Em dez anos, o aumento de gastos militares no Brasil foi de 56%.

Na América Latina, a Venezuela dobrou o investimento militar em dez anos e, apenas em 2012, o aumento foi de 42%. O Paraguai, em um ano tumultuado politicamente, teve a maior expansão, com 43% em 2012. Os dados globais registraram contração de 0,5% nos investimentos bélicos, com um total de US$ 1,75 trilhão. É a primeira queda desde 1998.

Na China, quinto maior exportador de armas e segunda maior em termos de gastos militares, o aumento de seu investimento no setor foi em 7,8% em 2012, um total de US$ 166 bilhões.

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