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Gasto militar terá destaque na campanha americana

De US$ 700 bilhões em 2018, ele subiu para US$ 716 bilhões em 2019 e está estimado em US$ 750 bilhões no orçamento de 2020; despesas americanas superam as dos oito países seguintes na lista dos que mais gastam com defesa - somadas

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2019 | 06h30

Gastos com as Forças Armadas prometem ser um dos maiores focos de discórdia na campanha eleitoral americana do ano que vem. Donald Trump vive prometendo trazer de volta as tropas americanas da Síria e do Afeganistão e posa de isolacionista. Mas não para de aumentar o gasto militar.

De US$ 700 bilhões em 2018, ele subiu para US$ 716 bilhões em 2019 e está estimado em US$ 750 bilhões no orçamento de 2020 (entre 3% e 4% do PIB). As despesas americanas superam as dos oito países seguintes na lista dos que mais gastam com defesa - somadas.

Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama também prometeram parar com guerras, para depois se dobrar à pressão. Um relatório do próprio Pentágono em 2015 avaliou em US$ 25 bilhões as economias anuais possíveis em 5 anos. Detalhes foram lacrados como segredo de Estado. O corporativismo barrou até a tentativa de cortar pela metade os US$ 500 milhões destinados em 2016 às 136 bandas militares, relata a ativista Jessica Matthews.

Dos pré-candidatos democratas, pelo menos 7 já assinaram um compromisso para acabar com “guerras eternas”, criado por uma coalizão de 22 organizações. A promessa é cortar em US$ 200 bilhões o orçamento da defesa. A dificuldade é saber onde. Será preciso estabelecer prioridades num mundo em que, diz Matthews, a vitória depende mais das armas autônomas e da tecnologia digital que dos caças de US$ 90 milhões.

• Kamala Harris foi quem mais caiu depois do último debate

O desempenho sofrível no segundo debate entre os pré-candidatos democratas custou caro à senadora Kamala Harris. Na média ponderada do FiveThirtyEight, Kamala foi quem mais perdeu nas pesquisas: 2,8 pontos, caindo para 7,9%. Os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren ganharam, respectivamente, 1,8 e 1,6 ponto, indo a 17,1% e 14,6%. O ex-vice-presidente Joe Biden perdeu 1,9 ponto, mas continua em primeiro, com 28,4%.

• Casa Branca alterou páginas ambientais, diz relatório

O Fundo de Defesa Ambiental (EDF) acusa o governo Donald Trump de alterar páginas na internet por pressão de lobistas do combustível fóssil. Nos sites monitorados, caiu 26% o uso de expressões como “energia limpa” ou “mudança climática”. Mais da metade das páginas em que sumiram as palavras “mudança climática” pertence à Agência de Proteção Ambiental (EPA). “Negacionistas do clima submeteram relatórios à Casa Branca identificando páginas que deveriam ser removidas”, afirma o EDF. 

• Suprema Corte se esforça para parecer apartidária

Trump ampliou a maioria conservadora na Suprema Corte, mas o tribunal tem, nas palavras do jurista David Cole, se desdobrado para “refutar a presunção de que a identidade partidária dita resultados”. Na última sessão judicial, os conservadores votaram juntos oito vezes, mas pelo menos um conservador se aliou aos liberais outras oito para formar a maioria de 5 a 4. Na média, a Suprema Corte tem tomado decisões liberais com tanta frequência quanto conservadoras. A situação pode mudar depois do recesso, quando casos ligados a aborto, orientação sexual e imigração testarão o tribunal.

• Aplicativo para sexo a três expõe dados dos usuários

A empresa de segurança digital Pen Test afirma ter descoberto falhas que podem expor localização, dados pessoais, conversas e fotos carregadas no 3fun, aplicativo que facilita encontrar parceiros para sexo a três e reivindica 1,5 milhão de usuários em cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e Washington. De acordo com o BoingBoing, a Pen Test localizou usuários na Casa Branca, na sede da CIA e no Pentágono.

• Novo Asterix sai em outubro na França

Sai dia 24 de outubro na França, 60 anos depois da estreia na revista Pilote, o 38.º volume da série Asterix e Obelix, criada por René Goscinny e Albert Uderzo, desde 2013 a cargo da dupla Jean-Yves Ferri e Didier Conrad (autora dos três últimos volumes). Sob o título La fille de Vercingétorix (A filha de Vercingetorix), os novos quadrinhos narram as peripécias de uma adolescente que se passa por filha do maior líder gaulês, derrotado por Júlio César.

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