Gastos militares globais cresceram 49% em dez anos

Os gastos militares globais com tecnologia militar, aviões, tanques, armas e botas de combate subiram 49% na última década e não mostram sinais de redução, apesar dos problemas econômicos da maioria dos países desenvolvidos, revela estudo do Instituto de Pesquisa de Paz Internacional de Estocolmo (Sipri), divulgado hoje.

AE, Agência Estado

18 de junho de 2010 | 20h06

Em 2009, o gasto anual dos exércitos de todo o mundo subiu cerca de 6%, para US$ 1,53 trilhão - resultado recorde mesmo se descontada a inflação para o período, segundo Bates Gill, diretor da entidade. Os Estados Unidos foram responsáveis por pouco mais da metade desse aumento (US$ 661 bilhões), na medida em que o país comprometeu recursos na guerra do Afeganistão, avaliou. A maior parte do crescimento restante ocorreu em economias emergentes como Rússia, Índia e China, que modernizaram suas Forças Armadas.

O crescimento do mercado de equipamentos militares superou em muito o crescimento da economia global entre 2000 e 2009, ante um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) global de 24%. Para 2010, Gill prevê que os gastos vão subir entre 4% e 5%, liderados novamente pelos Estados Unidos, apesar da diminuição da presença de suas tropas no Oriente Médio.

Emergentes

Além dos conflitos norte-americanos no Afeganistão e no Iraque, o aumento dos preços do petróleo e do gás também ajudaram a elevar o crescimento com gastos militares das economias emergentes desde 2000, avalia o Sipri. Isso acontece porque matérias-primas são uma fonte direta de recursos que um governo pode facilmente gastar em armas, ao contrário dos recursos da arrecadação de impostos, que representam um alto risco político.

O Chade, país africano que produz petróleo e gás, registrou um aumento de 663% na última década para compra de armas, enquanto na ex-república soviética do Azerbaijão o crescimento foi de 471%. No Casaquistão, a elevação chegou a 360%. As informações são da Dow Jones.

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