Gates diz que EUA vão demorar para deixar Afeganistão

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse ontem que o início da retirada militar no Afeganistão em julho de 2011 pode envolver apenas um pequeno número de soldados e afirmou que os norte-americanos devem estar preparados para uma intensa presença militar no país por até quatro anos.

AE-AP, Agencia Estado

07 de dezembro de 2009 | 08h43

Assim como ocorreu no Iraque, os EUA vão eventualmente passar o controle da segurança das províncias para as forças afegãs, permitindo uma redução das tropas norte-americanas, segundo Gates, que participou ontem de três programas de entrevistas, ao lado da secretária de Estado Hillary Clinton, a fim de discutir o novo plano de Barack Obama para a guerra afegã.

De acordo com essa estratégia, divulgada na terça-feira, os EUA enviarão 30 mil soldados extras ao conflito, elevando para 100 mil o contingente norte-americano. Em julho de 2011 está prevista uma transição de poder para o Exército afegão.

Mais baixas

Gates também admitiu que o reforço de militares significa que, no princípio, haverá mais baixas. Ele rechaçou, no entanto, sugestões de que marcar uma data para a transição fortalecerá o Taleban, especialmente após julho de 2011. O secretário acredita que o Taleban não se tornará mais agressivo e defende que será ótimo se o grupo diminuir suas ações até 2011, pois isso dará às forças de coalizão mais oportunidades para estabilizar o Afeganistão.

Já a Hillary destacou em suas entrevistas que é preciso ter em mente que uma das áreas que não se deve esperar muito progresso é na vitória sobre líderes taleban. "Eles precisam renunciar à Al-Qaeda e à violência. Também precisam estar dispostos a obedecer à Constituição e a viver em paz", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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