Gates vai ao Paquistão persuadir governo a lutar contra Taleban

País não enfrenta terroristas no Afeganistão e alega que não pode abrir várias frentes de batalha simultâneas

Reuters,

21 de janeiro de 2010 | 12h17

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, fará uma visita surpresa ao Paquistão nesta quinta-feira, 21, esperando estreitar os laços e persuadir a nação aliada aos americanos a neutralizar todos os insurgentes, inclusive os taleban do Afeganistão.

 

Gates, em sua primeira visita ao Paquistão desde que Barack Obama tomou posse como presidente dos EUA, disse que tentaria persuadir o Paquistão de que Washington visa apenas uma aliança "a longo prazo".

 

Islamabad realizou grandes ofensivas contra as facções paquistanesas do Taleban que atacam o país frequentemente, mas resistiu à pressão americana para que atacasse os talebans afegãos que apenas cruzam a fronteira para combater as tropas dos EUA. As autoridades do Paquistão alegam que não podem abrir tantas frentes de batalha ao mesmo tempo.

 

Analistas, porém, dizem que o Paquistão considera o Taleban afegão como uma ferramenta para combater a influência da rival Índia no Afeganistão e como potencial aliados se as tropas americanas se retirarem e deixarem o Afeganistão em caos.

 

"O que eu espero é conversar sobre essa noção e a realidade de que você não pode ignorar parte desse problema e fingir que não haverá impacto em sua terra", disse Gates, que partiu da Índia para o Paquistão.

 

O secretário disse que a Nova Délhi pode cortar completamente as relações diplomáticas com o Paquistão caso ocorra um novo ataque terrorista como aconteceu em Bombai, e os militantes poderiam causar isso para colocar os dois países em guerra.

 

Referindo-se à falta de confiança entre os EUA e o Paquistão, Gates disse em um comentário publicado em um jornal nesta quinta que tentará fazer com que as diferenças entre os dois países asiáticos desapareçam. Ele ainda disse que os EUA estão comprometidos a manter uma parceria estável e estratégica a longo prazo com um Paquistão democrático.

Tudo o que sabemos sobre:
PaquistãoGatesEUATaleban

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.