Gates visita Afeganistão e discute envio de tropas

O secretário de Defesa norte-americano, Robert Gates, realizou hoje uma reunião com o presidente afegão, Hamid Karzai. Os dois conversaram sobre a nova estratégia de Washington, de enviar um reforço de 30 mil soldados extras para combater o Taleban. É a primeira visita de Gates a Cabul desde o anúncio na semana passada do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de enviar mais soldados para a guerra. Com isso, haverá cerca de cem mil militares dos EUA para combater os militantes. O Pentágono afirmou que a primeira onda de 1.500 marines dos EUA deve chegar ao sul afegão na semana que vem.

AE, Agencia Estado

08 de dezembro de 2009 | 11h42

Logo após desembarcar a Cabul, Gates já seguiu para o encontro com Karzai e o ministro da Defesa afegão, Abdul Rahim Wardard, no reforçado palácio presidencial. O chefe do Pentágono disse que as conversas seriam sobre a "implementação" da nova estratégia e "como nós usaremos nossas tropas e as tropas adicionais de nossos aliados em parceria com as forças de segurança nacional afegãs". Gates disse que aumentará o esforço para treinar o Exército e a polícia afegãos.

Obama planeja começar a retirar as tropas dos EUA em julho de 2011. Com isso, cresce o temor no Afeganistão e no Paquistão de que os militantes se escondam por um período, se reagrupem e ataquem as tropas estrangeiras quando a retirada já estiver em andamento.

A visita de Gates ocorre quatro dias após mais de cem militares de EUA, Grã-Bretanha e do Afeganistão lançarem uma grande ofensiva na província de Helmand, no sul do país, um foco de presença de Taleban e da produção de ópio. O primeiro lote de soldados dos EUA deve seguir para Helmand e a vizinha Kandahar, capital espiritual do Taleban e cena dos piores confrontos desde a invasão liderada pelos EUA em 2001, que derrubou o Taleban.

Crescente violência

A crescente violência fez de 2009 o pior ano desde a queda do Taleban, com um recorde de civis, soldados locais e estrangeiros mortos. Karzai afirmou que faltam recursos para financiar as forças de segurança nos próximos 15 ou 20 anos, apelando para auxílio estrangeiro a fim de reforçar a polícia e o Exército. "Nós esperamos que a comunidade internacional e os Estados Unidos, como nosso primeiro aliado, ajudem o Afeganistão a alcançar a habilidade de manter uma força", afirmou o presidente afegão em entrevista coletiva ao lado de Gates. As informações são da Dow Jones.

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