Gays são condenados à cadeia no Egito

Um tribunal egípcio sentenciou 21 homens a três anos de prisão, sob acusações derivadas de uma suposta orgia gay. O caso vem sendo condenado por entidades de defesa dos direitos humanos como perseguição contra homossexuais.Autoridades informam que 29 outros acusados foram absolvidos neste novo julgamento, que começou em julho, por ordem do presidente Hosni Mubarak. Essas autoridades disseram que os acusados não estavam na corte, mas foram representados por seus advogados. Os 21 foram condenados sob a acusação de depravação.Os réus fazem parte de um grupo de 52 homens presos em maio de 2001 numa batida policial num barco-restaurante que navegava o Nilo, e onde supostamente estaria ocorrendo uma festa gay. A Corte de Segurança Emergencial do Estado havia condenado 23 deles, em novembro de 2001, a sentenças de prisão que iam de um a cinco anos. Os demais tinham sido absolvidos.Mubarak, em maio passado, ordenou que 50 dos suspeitos - incluindo os 29 absolvidos - voltassem a ser julgados. Grupos de direitos humanos denunciaram os julgamentos e a política de tolerância zero do Egito para com o homossexualismo. O tema não é citado explicitamente na lei do país, mas há uma série de artigos referentes a obscenidade, prostituição e moral pública.

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