Gaza: palestinos lançam mais foguetes e Israel responde

Militantes palestinos na Faixa de Gaza voltaram a disparar foguetes contra Israel nesta quinta-feira, atingindo os arredores de duas grandes cidades um dia após o lançamento do maior ataque com foguetes desde a ofensiva israelense de oito dias no final de 2012. Israel respondeu com uma série de ataques aéreos contra alvos militantes.

AE, Agência Estado

13 de março de 2014 | 12h05

Apesar disso, o grupo palestino Jihad Islâmica, responsável pelo lançamento de foguetes, disse ter concordado, por meio de mediação egípcia, em interromper os ataques se Israel aceitar uma trégua. "Depois que os irmãos egípcios iniciaram contatos conosco nas últimas horas, concordamos em restaurar a calma", disse Khaled al-Batch, líder do grupo em Gaza. "Enquanto a ocupação (Israel) honrar a calma, vamos honrar a calma, e instruções estão sendo dadas agora para brigadas al-Quds, nossa ala militar, sobre esse entendimento."

Israel e Egito, que mediou acertos semelhantes no passado, não fizeram comentários sobre uma possível trégua. Enquanto al-Batch falava, as Forças Armadas israelenses anunciavam ter realizado novos ataques aéreos em "sete pontos terroristas" no sul de Gaza em retaliação ao lançamento de foguetes no dia anterior. Segundo os militares, foram lançados 65 foguetes contra Israel ao longo dos últimos dois dias. "Desde ontem, houve uma substancial deterioração na segurança dos residentes do sul de Israel. Respondemos e continuaremos respondendo para eliminar ameaças à medida que elas surjam", disse o tenente-coronel Peter Lerner, porta-voz militar.

Grupos militantes disseram ter retomado o disparo de foguetes em resposta ao que dizem ser violações israelenses a um cessar-fogo, incluindo um ataque aéreo que matou três militantes da Jihad Islâmica no início desta semana.

O líder palestino, Mahmud Abbas, condenou nesta quinta-feira a escalada militar dentro e em torno da Faixa de Gaza, incluindo os lançamentos de foguetes contra Israel, em uma entrevista coletiva em Belém. "Condenamos toda a escalada militar, incluindo foguetes", afirmou depois da intensificação do confronto ao longo da fronteira de Gaza. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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