Arvind Moudgil/EFE
Arvind Moudgil/EFE

Geleira derrete no Himalaia e inundação deixa ao menos 14 mortos e 123 desaparecidos

De acordo com as autoridades locais, de 100 a 150 pessoas, entre elas funcionários de uma hidrelétrica, podem estar mortas; Até o momento, 7 corpos foram resgatados

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2021 | 11h03

NOVA DÉLHI - Ao menos 14 pessoas morreram e 123 estão desaparecidas após o rompimento de uma geleira no Himalaia que provocou a cheia repentina de um rio na região norte da Índia. A força das águas destruiu uma barragem, pontes e estradas, de acordo com imagens feitas por moradores da região, aterrorizados.

O desastre ocorreu cerca de 500 km ao norte de Nova Delhi. Uma testemunha descreveu a cena como uma parede de poeira, rocha e água atingindo o vale de Rishiganga, quando uma avalanche desceu das montanhas de Uttarakhand. "Veio muito rápido, não havia tempo para alertar ninguém", disse Sanjay Singh Rana, que mora na parte superior do rio na vila de Raini, à Reuters por telefone. "Eu senti que até nós seríamos varridos."

O ministro-chefe de Uttarakhand, Trivendra Singh Rawat, disse que 125 pessoas estão desaparecidas, mas o número pode aumentar. Até o momento, os corpos de sete pessoas foram recuperados.

A maioria dos desaparecidos são funcionários da hidrelétrica de Tapovan, perto de uma barragem que foi atingida pela inundação. As equipes de resgate trabalhavam contra o tempo para retirar as pessoas de dezenas de vilarejos da região e chegar a um túnel com pelo menos 16 pessoas presas.

Uttarakhand é um estado indiano localizado no Himalaia e onde nasce o rio Ganges. Muitos vilarejos que estão sendo esvaziados ficam nas colinas com vista para o rio, que é um afluente do Ganges.

Om Prakash, secretário-chefe de Uttarakhand, disse que de 100 a 150 pessoas podem estar mortas, mas o número real ainda não foi divulgado.

As autoridades esvaziaram duas represas como medida de precaução para evitar que as águas turbulentas provocassem a cheia do Ganges nas cidades de Rishikesh e Haridwar. Também proibiram que os moradores das duas cidades se aproximem das margens do rio sagrado.

"A Índia apoia a população de Uttarakhand e a nação reza pela segurança de todos nesta região", afirmou o primeiro-ministro Narendra Modi no Twitter./AFP e REUTERS

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