Gêmea volta a Malta após cirurgia de separação

Os pais da gêmea siamesa sobrevivente foram autorizados hoje a levar o bebê de volta para casa, na ilha de Malta, sete meses após a cirurgia de separação que causou a morte da gêmea mais fraca.O bebê sobrevivente - conhecida pelo apelido de Jodie e agora foi identificada como Gracie Attard - foi separado de sua irmã em novembro, numa maratona cirúrgica de 20 horas no hospital Saint Mary, em Manchester.O caso gerou um polêmico debate sobre se as duas eram dois indivíduos separados e se era errado acelerar a morte de uma para salvar a outra criança. A irmã mais fraca - cujo nome real era Rosie, mas era conhecida como Mary - não tinha nenhuma chance de sobreviver.As meninas nasceram no dia 8 de agosto do ano passado com espinha em comum que as deixava ligadas pelo abdome, mas os órgãos de Rosie não eram desenvolvidos e os médicos acreditavam que Gracie não aguentaria os dois corpos por muito tempo.Os médicos apelaram à Corte Britânica para obter permissão para a cirurgia, uma vez que os pais das gêmeas, católicos fervorosos, eram contra o procedimento. O hospital informou que o progresso de Gracie é encorajador e que ela será uma pessoa normal, com habilidade de andar e inclusive de ter filhos.

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