Generais da reserva argentinos defendem tortura

Três militares argentinos da reserva são acusados de "apologia ao crime" por terem apoiado, em um programa de televisão na França, a aplicação de torturas e execuções ilegais durante a ditadura argentina, na qual tiveram grande atuação. O advogado Ricardo Monner Sans apresentou denúncia contra os generais da reserva Reynaldo Bignone (quarto e último presidente do regime militar), Albano Harguindeguy (ex-ministro do Interior) e Ramón Genaro Díaz Bessone (ex-ministro e ex-comandante do primeiro corpo do Exército).Monner Sans os acusa de apologia aos crimes de privação ilegítima da liberdade, tortura e atentados contra a ordem. Bignone, Díaz e Harguindeguy cumprem prisão domiciliar. São acusados de seqüestro, durante o antigo regime militar, de bebês nascidos na prisão. As mães das crianças eram assassinadas depois de dar à luz.Os três foram entrevistados pela jornalista francesa Marie-Monique Robin, do canal Plus de televisão. As entrevistas fizeram parte de uma investigação realizada pela jornalista que tinha como tema "Esquadrões da Morte: A Escola Francesa". Os três generais foram advertidos pelo ministro da Defesa da Argentina, José Pampuro, de que poderiam ter seus direitos cassados devido às declarações. Segundo ele, os generais "produziram um profundo desagrado no governo".

Agencia Estado,

03 de setembro de 2003 | 18h38

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