General americano defende corte marcial para soldados grávidas

General Anthony Cucolo diz que estava perdendo homens e mulheres com habilidades essenciais no Iraque por causa de gravidez.

BBC Brasil, BBC

20 de dezembro de 2009 | 09h12

Um general do Exército americano no norte do Iraque defendeu a sua decisão de adicionar gravidez à lista de razões pelas quais um soldado sob seu comando pode enfrentar a corte marcial.

A atual política do exército é mandar de volta para casa as soldados grávidas, mas o general Anthony Cucolo disse à BBC que estava perdendo pessoas com habilidades essenciais e por isso, segundo ele, a ameaça de uma ação na corte marcial em casos de gravidez era necessária.

A nova política se aplica a soldados homens e mulheres, mesmo aos que são casados.

Esta é a primeira vez que o Exército americano torna a gravidez uma ofensa passível de punição, mas para o general Cucolo, "o assunto é muito claro".

Ele diz que soldados casados em zonas de combate devem colocar suas vidas amorosas em suspenso ou tomar as devidas precauções.

"Eu tenho uma missão a cumprir, tenho número limitado de soldados para fazê-lo e preciso de cada um deles", disse Cucolo.

"Então tomarei todas as medidas que puder, para mantê-los fortes, em forma e comigo pelos doze meses que passaremos na zona de combate", afirmou.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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