General americano prevê até 4 semanas de guerra

O general reformado do exército norte-americano William L. Nash, que foi um dos comandantes da operação "Tempestade do Deserto" na Guerra do Golfo em 1991, estima que a ofensiva militar contra o Iraque poderá durar entre duas e quatro semanas. "A guerra pode começar a qualquer momento assim que acabar o prazo do ultimato dado pelo presidente Bush para Saddam Hussein deixar o Iraque. Certamente, o conflito terá início nas próximas 24 ou 48 horas", disse o general Nash, em entrevista à Agência Estado. Ele não tem dúvidas de que os Estados Unidos serão bem-sucedidos na ofensiva militar contra o Iraque, mas estimou que, no cenário mais otimista, a guerra durará pelo menos uma semana. "Mas o mais provável é que a guerra dure de duas a quatro semanas", previu.Na opinião dele, os maiores desafios que as forças militares enfrentarão na campanha contra o Iraque são as grandes distâncias a serem percorridas pelas tropas, a possibilidade de uso de armas químicas por Saddam contra as tropas norte-americanas e britânicas e, por último, a resistência que as tropas poderão encontrar nas cidades iraquianas, por parte da população. "É impossível determinar qual a probabilidade do uso de armas químicas por Saddam, mas diria que não há razões para acreditar que ele não usará tais armas", observou. Nash acredita que a ameaça de atentados terroristas cresceu, mas que os Estados Unidos estão melhor preparados do que quando ocorreram os ataques de 11 de setembro. "O mais provável é que ocorram bombas suicidas, como acontecem em Israel, do que operações mais complexas como a que aconteceram em 11 de setembro", disse. O general disse que um fator muito importante a ser considerado pelos mercados e investidores é o pós-guerra. "É preciso levar em conta as questões do pós-guerra na reconstrução do Iraque e o que acontecerá no Oriente Médio", afirmou. William L. Nash, que hoje dirige o Centro para Ações Preventivas do Council On Foreign Relation, disse que espera que a Turquia amplie a sua colaboração com as tropas dos Estados Unidos assim que a guerra tiver início. Ele acha que o governo turco vai permitir, em breve, que os aviões de guerra dos Estados Unidos sobrevoem o território turco e que até o final do conflito militar os Estados Unidos tenham acesso a portos e bases aéreas turcas. Ele acha que um maior número de países vai se juntar aos EUA em um esforço para a reconstrução do Iraque. Hoje, os EUA enfrentam dura oposição a países europeus, como França, Alemanha e Rússia, que são contra o uso de força militar contra o Iraque. O noticiário até 18/3/2003Veja o especial :

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