General anuncia novas medidas contra a Al-Qaeda no Iraque

Início da operação coincide com a conclusão do envio de reforços à Bagdá, e foi feita em meio a uma nova visita do secretário de Defesa dos EUA ao país árabe

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h47

Dias após a conclusão do envio de reforços para as forças americanas no Iraque, o comando militar dos Estados Unidos no país árabe anunciou neste sábado, 16, o início de uma nova ofensiva contra redutos da rede terrorista Al-Qaeda nas cercanias de Bagdá. A medida foi anunciada pelo principal comandante dos Estados Unidos no Iraque. Segundo o general David Petraus, a operação - que já está sendo realizada - colocará as tropas em áreas chaves da capital que, segundo dados de inteligência, estão sendo usadas pela Al-Qaeda para a preparação de ataques com carros-bomba. Petraus disse ainda que o início da operação só foi possível após a conclusão da chegada ao Iraque de 30 mil novos soldados prometidos pelo presidente George W. Bush no início do ano. O reforço estaria permitindo pela primeira vez o envio de homens "a um número de áreas nas cercanias de Bagdá, em particular para regiões que foram santuário para Al-Qaeda no passado", explicou ele. O general fez o anúncio depois de se encontrar com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, que iniciou na sexta-feira, 15, uma visita-surpresa ao Iraque. Ele se encontrará com líderes militares e civis, além do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki. Em sua quarta viagem ao país, Gates deve analisar o progresso da situação da violência desde o início do envio dos reforços. Suas primeiras declarações, entretanto, demonstraram que o secretário está cauteloso quanto a qualquer anúncio de melhorias. Declarações cautelosas A caminho da zona de guerra, Gates declarou que "teremos que ver onde estaremos em setembro", mês em que está previsto um anúncio oficial do secretário sobre a situação. O tom cauteloso reflete um sentimento crescente entre o comando militar americano de que ainda não será possível fazer uma análise completa dos efeitos do envio de reforços ordenado por Bush no início do ano com o objetivo de estabilizar o Iraque. "É possível que continuemos tendo muitas incertezas, mas eu acho que teremos algum senso de direção e tendências sobre para onde as coisas irão", disse Gates. O secretário também aproveitará a visita para cobrar responsabilidade dos líderes civis e militares iraquianos. Gates afirmou que dirá "que nossas tropas estão dando tempo para que eles persigam a reconciliação e que francamente estamos desapontados com o progresso até aqui". A visita de Gates acontece em meio às críticas do Congresso dos Estados Unidos contra o comando militar americano no Iraque. Na quinta-feira, o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, disse que está preocupado com o fato de que o general Petraus parece "não estar em contato com o que de fato está acontecendo no Iraque".

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