General britânico nega que Kadafi seja alvo de ação

O chefe das Forças Armadas do Reino Unido, general David Richards, afirmou hoje que o governante da Líbia, Muamar Kadafi, "absolutamente não era" um alvo da ação militar no país africano. Richards disse que não havia permissão para atacar Kadafi, de acordo com a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovando ações militares na Líbia, que pede ações para proteger civis.

AE, Agência Estado

21 de março de 2011 | 11h24

O general falou após o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, recusar-se a descartar um ataque aéreo que poderia atingir especificamente Kadafi. Mas Richards descartou qualquer tentativa de atacar o líder líbio. "Absolutamente não. Isso não é permitido na resolução da ONU e não é algo que quero discutir mais", disse o general à rede BBC.

Em entrevista mais cedo à rádio da BBC, Hague recusou-se a falar sobre detalhes de alvos militares. Questionado sobre se as forças de segurança poderiam matar Kadafi, caso ele siga atacando a população, Hague afirmou: "Eu não vou especular sobre alvos. Isso depende das circunstâncias na hora."

O ministro da Defesa, Liam Fox, disse ontem que Kadafi poderia ser um alvo legítimo da ação internacional. Mas ressaltou que seria preciso avaliar os riscos de mortes de civis em uma ação do tipo. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
LíbiaataquesONUKadafialvo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.