General chileno substitui brasileiro morto no Haiti

Com a o morte do brasileiro Urano Teixeira da Matta Bacellar, assumiu interinamente o comando interino das forças de paz no Haiti o general chileno Eduardo Aldunate Herman. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Chile, Ignacio Walker, um general brasileiro voltará a ocupar o cargo, razão pela qual Aldunate só assumiu de forma interina.O general chileno que assume o posto enfrentou no ano passado acusações relacionadas a violações dos direitos humanos, embora um juiz o tenha inocentado. Segundo denúncias de organizações de direitos humanos, Herman participou da Direção de Inteligência Nacional (Dina), a Polícia secreta do ex-ditador chileno Augusto Pinochet (1973-1990), e pediram suas suspensão imediata de funções.Outras acusações contra ele apontavam para o assassinato, em 1976, do espanhol Carmelo Soria, funcionário da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), após as acusações do suboficial reservista Carlos Labarca, que o relacionou, em 1993, com a brigada "Mulchén", da Dina. Entretanto, Labarca retirou posteriormente suas declarações.O general Bacellar foi encontrado morto no quarto do hotel onde morava em Porto Príncipe. Há suspeita de suicídio. Bacellar estava no comando da missão da ONU no Haiti desde 31 de agosto de 2005, quando assumiu em substituição ao também general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro, e sua morte se transformou na primeira baixa sofrida pelo contingente brasileiro no país.A Força de Paz da ONU (Minustah) é formada por 6.700 militares, 1.622 policiais , 548 funcionários internacionais, 154 voluntários das Nações Unidas e 995 funcionários nacionais. Os países que enviaram militares ao Haiti são Brasil, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Croácia, Equador, Espanha, EUA, França, Guatemala, Jordânia, Malásia, Marrocos, Nepal, Paraguai, Peru, Filipinas, Sri Lanka e Uruguai.

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