General colombiano renuncia após ser solto pelas Farc

General colombiano renuncia após ser solto pelas Farc

Alzate afirmou que precisaria ter tomado as medidas de segurança necessárias para evitar ser capturado pelo grupo guerrilheiro 

O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2014 | 14h32


BOGOTÁ - O general colombiano Rubén Darío Alzate, sequestrado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e solto no domingo 30, renunciou ao cargo na segunda-feira, alegando que deveria ter tomados maiores precauções de segurança.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, havia interrompido as negociações de paz com a guerrilha depois que Alzate e mais dois companheiros foram capturados. Santos se recusou a retomar as conversas até que os três reféns e outros dois militares, capturados em uma ocasião diferente, fossem libertados.

"Por amor e respeito a nossa instituição militar, que tem sido afetada por tais incidentes, eu pedi ao governo nacional que me retire do serviço ativo", disse Alzate em declaração transmitida pela TV.

Negociadores do governo estão retornando a Cuba, onde as conversas de paz estavam em andamento, para uma reunião de dois dias com os interlocutores das Farc, embora as negociações não tenham sido retomadas oficialmente.

Alzate e seus companheiros foram capturados em 16 de novembro, quando estavam a caminho de uma visita a um projeto de energia eólica no Departamento (Estado) litorâneo de Choco, disse o general.

Em um esforço para passar despercebido e tranquilizar membros das comunidades locais, Alzate viajou vestindo roupas civis e sem seu aparato de segurança usual. "Devo reconhecer que minha gana de ser útil e meu amor pelo povo de Choco me levaram a ignorar protocolos de segurança que eu deveria ter adotado", disse o experiente militar, que tem 33 anos de corporação.

As negociações de Havana são o mais recente esforço para dar fim a um conflito que já dura cinco décadas na Colômbia, no qual mais de 200 mil pessoas morreram e milhões tiveram que deixar suas casas. /REUTERS

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