General de 81 anos é condenado a perpétua na Argentina

O Tribunal Federal Oral Número Um de Córdoba, na Argentina, condenou hoje o general Luciano Benjamín Menéndez a prisão perpétua. Ele foi declarado culpado pelo seqüestro, tortura e desaparecimento de Hilda Flora Palacios, Humberto Horacio Brandalisis, Carlos Enrique Laja e Raúl Oscar Cardozo, civis que participavam do Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT), um pequeno grupo político de esquerda. A Justiça também ordenou que Menéndez não poderá mais continuar em prisão domiciliar - apesar de ter mais de 81 anos -, e deverá ser transferido à um cárcere em uma penitenciária normal, sem privilégios. Representantes de organizações de defesa dos Direitos Humanos, junto com centenas de pessoas do lado de fora do tribunal de Córdoba, celebraram a condenação de um dos mais importantes homens da ditadura militar argentina (1976-1983).O julgamento de Menéndez foi o primeiro realizado contra um ex-integrante da alta esfera da ditadura desde a anulação das "Leis do Perdão", denominação das leis de Ponto Final e de Obediência Devida. No comando do Terceiro Corpo do Exército, Menéndez foi o responsável pela repressão aos opositores políticos no centro e norte da Argentina.

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