General defende permanência de brasileiros no Haiti

O comandante da Força Militar da Missão de Paz das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, defendeu a permanência das tropas brasileiras no Haiti, mesmo que a situação de violência se agrave. Para o general brasileiro, que lidera um grupo de cerca de 4.700 soldados de vários países no Haiti, a missão de paz não deve ser de curto prazo. "O tempo que as tropas devem ficar lá é uma decisão política e de governo, mas acredito que desarmar toda a população é uma missão de longo prazo", afirmou Heleno, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Sem citar diretamente os Estados Unidos, Heleno revelou que recebe pressões de "alguns países com interesse e influência" e, por vezes, de haitianos para usar de mais violência para desarmar a população. "Opto por ser ponderado, pois sei que serei cobrado se ultrapassar os limites", disse.Além dos 1.200 soldados brasileiros enviados para a missão de paz, o general sugeriu o envio de um batalhão de engenharia e de outros militares, num total de cerca de 500 homens, para ajudar na reconstrução do Haiti. A decisão, no entanto, cabe à ONU e depende de autorização do Legislativo brasileiro. Até o final de dezembro, o general espera ter 6.100 soldados na missão.

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