General diz que espionagem israelense errou sobre o Iraque

Agências de inteligência israelenses produziram um falso quadro sobre os supostos arsenais proibidos iraquianos e contribuíram substancialmente para as falhas de avaliação de seus colegas nos Estados Unidos na e Grã-Bretanha, afirmou um ex-agente secreto de Israel.Os comentários do general da reserva Shlomo Brom foram uma crítica pouco comum à comunidade de inteligência do Estado judeu, considerada uma das melhores do mundo. Antes de sua passagem para a reserva em 1998, Brom serviu por 25 anos na inteligência militar israelense e atuou como vice-chefe de planejamento do Exército de Israel.Brom dirigiu suas críticas à Inteligência Militar, à Inteligência da Força Aérea e ao Mossad. O Exército israelense negou-se a fazer comentários. O Mossad não respondeu imediatamente a pedidos de resposta.Brom levantou pela primeira vez seus questionamentos no artigo "A Guerra no Iraque: Um Fracasso da Inteligência?" publicado nesta semana no "Strategic Assessment" (Avaliação Estratégica), um periódico do Centro de Estudos Estratégicos Jaffee da Universidade de Tel-Aviv, onde ele trabalha como pesquisador."A inteligência israelense foi um parceiro pleno dos EUA e da Grã-Bretanha na criação de um falso quadro sobre a capacidade das armas de destruição em massa de Saddam", disse Brom. "Ela superestimou perversamente a ameaça iraquiana a Israel e reforçou a crença americana e britânica de que as armas existiam." A principal razão para o erro de inteligência, segundo Brom, foi a falta de profissionalismo e uma má supervisão.

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