General é contra enviou de força internacional ao Líbano

O general Michel Aoun, ex-chefe do Exércitolibanês e que formou uma aliança eleitoral com o grupo xiita Hezbollah, revelou nesta sexta-feira sua oposição ao posicionamento de uma forçainternacional no sul do Líbano. "Sou totalmente contra. Essa força não estabilizaria nada. Pelocontrário, vai provocar uma nova guerra", declarou Aoun, chefe de um importante grupo parlamentar libanês, ao jornal Le Figaro. Segundo ele, seria uma força de ocupação para enfrentar o Hezbollah e garantir a segurança de Israel", acrescentou, prevendo também que o grupoxiita "vai se defender" das tropas internacionais. Aoun também reivindicou a criação de um tribunal internacional para julgar "os israelenses responsáveis por crimes de guerra cometidos contra as centenas de libaneses mortos por bombas". O chefe da Corrente Patriótica Livre descartou a necessidade de garantias de segurança reivindicadas por Israel. "Um cessar-fogo basta. Podemos garantir a situação", afirmou. "Israel precisa aceitar um processo de negociação que o Hezbollah apresentou duas horas após ter capturado os dois soldados israelenses", opinou. Após afirmar que a comunidade xiita é "um componente importante da população, com o qual é preciso viver em paz", Aoun argumentouque o diálogo pode levar à integração do braço militar do Hezbollah ao exercito libanês, "uma vez que o Líbano recupere seus territóriose prisioneiros retidos em Israel".

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