General iraquiano não vê país pronto para saída dos EUA

O comandante das Forças Armadas iraquianas afirmou ontem que o Exército do Iraque não está preparado para a retirada das tropas norte-americanas no fim de 2011. Segundo o general Babakir Zebari, seria melhor que os Estados Unidos mantivessem seus soldados no país árabe por pelo menos mais dez anos.

AE, Agência Estado

13 de agosto de 2010 | 08h23

"Neste momento, a retirada vai bem porque os norte-americanos ainda estão aqui", disse Zebari, em entrevista à France Presse. "O problema será a partir de 2011. Se fosse questionado sobre a retirada, diria aos políticos (iraquianos) que as forças dos EUA devem permanecer até que o Exército do Iraque esteja completamente preparado, em 2020."

A declaração do general foi feita dias antes de os EUA concluírem a remoção de suas forças de combate do Iraque. A partir do fim do mês, os norte-americanos manterão um contingente de cerca de 50 mil militares para logística e treinamento dos soldados iraquianos. Durante o "surge" (aumento dos soldados norte-americanos no país), entre 2006 e 2007, os norte-americanos chegaram a ter 165 mil homens no Iraque.

Por meio de um porta-voz, o governo iraquiano reagiu às afirmações do general dizendo que não há planos para renegociar a retirada das forças norte-americanas no fim de 2011, apesar de admitir que o Exército não estará 100% pronto. Atualmente, as forças de segurança iraquianas contam com 400 mil policiais e 220 mil soldados.

O general norte-americano Steve Lanza afirmou que, no momento, as forças iraquianas são capazes de garantir a segurança interna. "O Iraque está rapidamente desenvolvendo capacidade para defender-se de ameaças externas", disse Lanza. O militar norte-americano admitiu, porém, que ainda há muito trabalho a ser feito até o fim da missão dos EUA no país, em dezembro de 2011. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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