General israelense renuncia após conflito com Líbano

O general-de-brigada israelense Gal Hirsch, comandante da área do norte de Israel onde aconteceu a captura de soldados por parte da milícia xiita libanesa Hezbollah, abrindo caminho para o conflito de quase um mês no território do Líbano, apresentou neste domingo sua renúncia devido aos acontecimentos ocorridos durante a disputa, justificou ele. Hirsch, de 42 anos, apresentou sua renúncia horas antes da divulgação de um relatório sobre o seqüestro dos soldados, no qual se recomenda a renúncia do oficial responsável pela divisão que operava na fronteira com o Líbano. Em 12 de julho, o Hezbollah conseguiu penetrar em território israelense, atacar uma unidade de patrulha, matar três soldados e capturar dois, apesar de na época o Exército israelense estar há meses em alerta devido aos movimentos da guerrilha e ter sido avisado de que se preparava uma agressão. No relatório sobre o incidente, que já foi adiantado à imprensa, critica-se Hirsch por não ter preparado adequadamente as tropas do norte para uma possível tentativa de seqüestro. Os dois soldados ainda estão em cativeiro, apesar de sua libertação ter sido, em princípio, o primeiro objetivo declarado do confronto armado. Hirsch é o segundo alto militar israelense a renunciar devido ao conflito no Líbano, depois do chefe do Comando Militar do Norte, general Udi Adam, que conduziu as operações contra a milícia xiita libanesa Hisbolá e que se afastou do cargo em setembro. Desde o fim do confronto, multiplicam-se na opinião pública israelense os chamados a favor da renúncia do chefe do Estado-Maior, general Dan Halutz, e do ministro da Defesa, Amir Peretz, pelos erros na condução do combate.

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