General linha-dura será novo chefe do Estado Maior de Israel

O governo israelense anunciou nesta segunda-feira que o premier, Ehud Olmert, e o ministro da Defesa, Amir Peretz, concordaram em nomear o general linha-dura Gabi Ashkenazi como novo chefe das Forças de Defesa Israelense. Ele será responsável pelo Exército, Força Aérea e Marinha do Estado judeu.Diretor-geral do Ministério da Defesa, Ashkenazi substituirá o general Dan Halutz, que renunciou na semana passada, pressionado por uma investigação que apura sua responsabilidade nos erros cometidos durante a guerra dos 34 dias no Líbano, em 2006, quando Israel falhou em neutralizar a milícia xiita Hezbollah. A nomeação ainda precisa ser aprovada pelo gabinete de governo. Ashkenazi, de 53 anos, abandonou as Forças Armadas há dois anos, depois de ocupar os cargos de subchefe do Estado-Maior e responsável pelo Comando Norte do Exército. Ele participou da primeira guerra no Líbano, em 1982, e inspecionou a retirada dos soldados israelenses do país vizinho em 2000. Agora, terá a missão de restaurar a confiança pública do país, em baixa devido à inconclusiva batalha no Líbano, que o Hezbollah afirma ter vencido.Ainda nesta segunda-feira, Peretz anunciou um novo plano para acelerar as negociações de paz com os palestinos durante uma conferência do Partido Trabalhista. O plano, a ser apresentado em breve ao gabinete de governo, prevê a criação, em 30 meses, de um Estado palestino soberano.Halutz renunciou após ser criticado por não ter conhecimento suficiente sobre as operações militares israelenses na frente de batalha.Olmert e Peretz "expressaram confiança na habilidade de Ashkenazi para preencher o posto com sucesso e implementar as lições aprendidas durante a guerra do Líbano", disse o governo em um pronunciamento divulgado à imprensa nesta segunda-feira.O recente conflito deixou 159 israelenses mortos, inclusive 39 civis vítimas de foguetes lançados pelos guerrilheiros, que continuaram a cair sobre Israel apesar dos bombardeios israelenses contra posições do Hezbollah no sul do Líbano. Mais de 1,1 mil guerrilheiros e civis libaneses morreram no conflito, despertando críticas da comunidade internacional contra a truculência dos ataques israelenses.A renúncia de Halutz elevou as pressões para que Olmert e Peretz seguissem seu exemplo e também deixassem seus cargos. O apoio público a ambos despencou desde o término da guerra.

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