General norte-americano diz que homossexualismo é imoral

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, Peter Pace, disse que apóia a política de "não pergunte, não responda" sobre os gays que servem nas Forças Armadas por acreditar que os atos homossexuais são imorais, informou o Chicago Tribune na edição desta terça-feira. O general Pace disse sentir que a imoralidade dos atos homossexuais é comparável, para um membro das Forças Armadas, a ter um caso com a esposa de outro militar. "Eu acredito que atos homossexuais entre dois indivíduos são imorais e nós não podemos perdoar atos imorais", disse Pace em uma entrevista ao jornal. Sob a política de "não pergunte, não responda" - um compromisso assinado em 1993 pelo então presidente Bill Clinton - comandantes não podem perguntar a orientação sexual de membros das Forças Armadas, mas gays e lésbicas podem servir apenas se mantiverem sua opção sexual na esfera pessoal e não praticarem atos homossexuais. "Como indivíduo, eu não quero que (a aceitação do comportamento sexual) seja nossa política, como também não ia querer que fosse nossa política olhar para o outro lado quando descobríssemos que alguém está dormindo com a mulher de outro, coisa que não fazemos. Nós condenamos esse tipo de comportamento imoral", disse Pace. DesculpasImportantes assessores de Peter Pace disseram na terça-feira que o general não vai se desculpar por suas declarações.A equipe do general, que se pronunciou de forma anônima, alega que ele estava expressando sua opinião pessoal e não pretendia se desculpar."Os comentários do general Pace são ofensivos, insensatos e desrespeitosos aos 65 mil gays e lésbicas que servem as forças armadas", disse em seu website o grupo de advocacia Servicemembers Legal Defense Network (que cuida dos direitos dos homossexuais das forças armadas desde 1993).

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