General rebelde tem prisão domiciliar na Venezuela

O general Carlos Alfonzo Martínez - umdos militares rebeldes que desconheceram a autoridade dopresidente venezuelano, Hugo Chávez - foi posto hoje emprisão domiciliar depois de ter sido detido na véspera pelapolícia política, a Disip. Martínez é um dos líderes do grupo de150 militares em rebeldia que se concentram na Praça Francia deAltamira, em Caracas, e exigem a renúncia de Chávez. A prisão do general na praça causou protestos de um pequenogrupo da oposição, que foi repelido com bombas de gáslacrimogêneo. O tumulto deixou quatro pessoas feridas levemente.O general foi levado à sede da polícia no Forte Tiuna e, depois,detido em sua residência, que fica no interior da mesmainstalação militar. Amanhã o Ministério Público deveráapresentar ao Tribunal Supremo de Justiça a razão da detenção domilitar. A greve geral que atinge principalmente a indústriapetrolífera da Venezuela entrará nesta quarta-feira no seu 31.° dia. Aoposição venezuelana exige a renúncia de Chávez e a convocaçãode eleições presidenciais antecipadas. No fim de semana, umcarregamento de 550 mil barris de gasolina vendidos pelaPetrobras chegou à Venezuela para minimizar a escassez doproduto. Hoje, o governo venezuelano anunciou ter compradotambém um grande carregamento de combustível de Trinidad eTobago. Manifestantes pró e contra Chávez - que deve chegar amanhã aBrasília para a posse do novo governo brasileiro - planejavamatos para a celebração do ano-novo na noite de hoje.

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