AFP PHOTO / Carlos BECERRA
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General rejeita Constituinte e deixa cargo na Venezuela

Alexis López renuncia à secretaria do Conselho de Defesa contra convocação sem referendo prévio

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 19h12

CARACAS - Um general da reserva do Exército da Venezuela renunciou a seu cargo de assessor do governo em questões de defesa por estar em desacordo com a Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro. Alexis López, secretário do Conselho de Defesa Nacional, demitiu-se há uma semana, mas somente na noite de terça-feira,13, anunciou sua decisão que, segundo a especialista em assuntos militares, Rocío San Miguel, não terá maior impacto na relação de Maduro com as Forças Armadas.

“A decisão tem relação com meu desacordo com o procedimento utilizado para convocar e eleger uma Assembleia Nacional Constituinte”, disse em uma comunicado. López se referia ao fato de que Maduro convocou a Constituinte sem um referendo prévio.

Também ao fato de que a maioria dos membros da Assembleia será escolhida em uma polêmica votação setorial, não por meio de sufrágio universal, o que, segundo analistas, busca fortalecer os chavismo. No entanto, o general da reserva disse que tem um grande apreço por Maduro, que lhe ofereceu outro cargo público, que ele recusou para dedicar-se a atividades privadas.

Na terça-feira, em um ato com Maduro, o ministro da Defesa e chefe das Forças Armadas, general Vladimir Padrino López, reiterou seu apoio ao processo da Constituinte que será eleita em 30 de julho, apesar da rejeição da oposição. 

O Conselho de Defesa Nacional é o principal órgão de consulta em questões de defesa e soberania na Venezuela, do qual fazem parte os líderes dos poderes públicos. López foi também chefe da Casa Militar - a guarda presidencial - do presidente Hugo Chávez, morto em 2013, com quem participou da fracassada tentativa de golpe de 1992 contra o então chefe de Estado, Carlos Andrés Pérez. / AFP

 

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