General será o próximo presidente da Indonésia

O general da reserva Susilo Bambang Yudhoyono, que promete combater o terrorismo e fortalecer a economia da Indonésia, é o provável vencedor das primeiras eleições presidenciais diretas no país. Apurado um quarto das cédulas após o segundo turno das eleições, Yudhoyono tinha 59,5% dos votos. Sua rival, a presidente Megawati Sukarnoputri, tinha 40,5%. Uma aliança de institutos de pesquisa independentes indica que Yudhoyono deve vencer com 61,2% dos votos. Megawati deve obter 38,8%. A pesquisa tem como base uma amostragem obtida em várias partes da mais populosa nação muçulmana do mundo. Estima-se que 80% dos cerca de 151 milhões de eleitores foram às urnas. Yudhoyono não quis declarar-se vitorioso, mas disse aos repórteres: "Agradeço a Deus e à população da Indonésia que me deram esse tipo de apoio. Agradeço ao governo de Megawati por estabelecer este tipo de democracia." Ele também prometeu que, após oficialmente eleito, trabalhará pela reconciliação com a equipe de Megawati, de quem já foi ministro da Segurança. As eleições diretas, uma raridade no mundo muçulmano, mostraram a maturidade da democracia indonésia - seis anos após a queda do ditador Suharto e após a previsões de violência entre partidos rivais tornarem-se infundadas. Temiam-se também possíveis ataques de militantes ligados à Al-Qaeda após ao atentado do dia 9 contra a Embaixada da Austrália, que deixou 9 mortos e 182 feridos.

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