Genocídio extermina 1/7 da população da Ruanda

Um estudo governamental ainda não finalizado informa que 1.074,017 pessoas, ou a sétima parte da população de Ruanda, morreram no genocídio ocorrido nesta pequena nação centro-africana, sendo que 93,7% delas faziam parte da minoria tutsi. O ministro das Relações Governamentais e Sociais ruandês, Desire Nyangwi, afirmou que não comentaria o documento até que este seja aprovado oficialmente pelo gabinete.A Associated Press teve acesso exclusivo a uma cópia do estudo. Compilado em dois anos por pesquisadores do ministério, o documento utiliza o ano de 1990 como base para a contagem de mortos, ao invés do período de três meses em 1994 quando a maioria das vítimas foi morta sob as vistas de um governo extremista da maioria hutu.Em outubro de 1990, rebeldes da comunidade exilada tutsi na vizinha Uganda atacaram áreas da região nordeste de Ruanda, e o exército hutu, apoiado pela França, retaliou assassinando tutsis que habitavam a região. Os ataques e contra-ataques duraram até o final de 1992, quando iniciaram as conversações de paz entre o governo do presidente Juvenal Habyarimana e o grupo rebelde Frente Patriótica Ruandesa.Depois de 100 dias de assassinatos, entre abril e julho de 1994, o número de vítimas havia sido estimado entre 500.000 e 800.000 por organizações de direitos humanos internacionais.Ruanda era um reino tutsi que havia sido colonizado pela Alemanha, e depois pela Bélgica, até sua independência em 1962. Três anos antes, no entanto, hutus derrubaram a monarquia, matando muitos tutsis e expulsando outros milhares para o exílio.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.