Genro de Bin Laden nega complô e se declara inocente de acusações

Suleiman Abu Ghaith, ex-porta-voz da Al-Qaeda, é acusado de conspiração para matar cidadãos americanos

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2013 | 02h09

O genro de Osama bin Laden declarou-se ontem inocente das acusações de terrorismo. Sulaiman Abu Ghaith, kuwaitiano de 47 anos que era porta-voz e, supostamente, um dos chefes de propaganda da rede Al-Qaeda, é acusado de conspirar "para matar cidadãos americanos".

Abu Ghaith foi preso na Turquia, em 28 de fevereiro. Em seguida, foi enviado à Jordânia em uma operação comandada pelo FBI. Recentemente, ele embarcou para os EUA. A confirmação da captura foi feita pelo deputado republicano Peter King, na quinta-feira. "Quero elogiar a CIA e o FBI, nossos aliados na Jordânia e o presidente Barack Obama pela captura do porta-voz da Al-Qaeda, Sulaiman Abu Ghaith. Tenho certeza de que ele terá um interrogatório vigoroso e uma justiça certa e rápida", afirmou King em um comunicado. "Comunicados nos quais Abu Ghaith e seu falecido sogro, Osama bin Laden, elogiavam os ataques de 11 de Setembro são suficientes para merecerem o mais grave castigo."

O acusado, que é casado com uma das filhas de Bin Laden, Fátima, entrou no tribunal federal de Nova York algemado. Após uma audiência de cerca de 15 minutos, seu advogado, Philip Weinstein, anunciou a declaração de inocência. A corte ordenou que ele permaneça sob custódia sem direito a fiança. A audiência para a data do julgamento foi marcada para o 8 de abril.

Em 12 de setembro de 2001, no dia seguinte aos atentados que mataram mais de 3 mil pessoas nos EUA, Abu Ghaith apareceu em vídeos representando a Al-Qaeda ao lado dos principais líderes da organização terrorista, Bin Laden e Ayman al-Zawahiri.

Fontes da Casa Branca indicaram que a CIA também teve papel na captura de Abu Ghaith . Até agora, no entanto, apenas o FBI assumiu a operação, realizada pelo Grupo de Interrogatório de Presos de Alto Valor, criado por Obama após ele ordenar o fim da rede de prisões secretas dos EUA.

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