George Clooney é preso em ato contra o Sudão nos EUA

Polícia detém estrela de Hollywood e seu pai, que protestavam diante da embaixada sudanesa contra massacre no país

DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2012 | 03h03

Depois de três dias de incursões pela Casa Branca e pelo Congresso dos EUA, o ator George Clooney foi preso ontem durante um protesto diante da Embaixada do Sudão em Washington, que pedia o fim da violência e o acesso à ajuda internacional no país africano. Clooney recebeu três advertências do serviço secreto antes da ordem de prisão.

O ator e ativista foi preso e algemado juntamente com seu pai, o radialista Nick Clooney, dois deputados americanos e dois representantes de associações anti-Sudão, que também participavam do protesto.

Há três dias, Clooney defendia uma intervenção internacional no Sudão e a renúncia de Omar Bashir, presidente do país africano, diante dos senadores do Comitê de Relações Exteriores e em conversas privadas com a secretária de Estado Hillary Clinton e o próprio presidente americano, Barack Obama.

Na noite de quarta-feira, Clooney compareceu ao jantar de gala oferecido por Obama ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, na Casa Branca. "Imediatamente, precisamos que a ajuda humanitária chegue ao Sudão antes que esse país sofra a pior crise humana do mundo. Precisamos disso urgentemente e também que o governo sudanês pare de sequestrar crianças e adultos e de matá-los de fome", afirmou, pouco antes de receber a ordem de prisão.

Clooney não esboçou resistência nem insatisfação ao ser algemado com tiras de plástico, com as mãos nas costas. Olhava para o pai com cumplicidade e respondeu perguntas de jornalistas. Os presos compartilharam a mesma cela por algumas horas. Cada um pagou US$ 100 de multa antes de ser liberado.

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