Geórgia acusa Rússia de agressão

O presidente da Geórgia, Eduard Shevardnadze, viajou hoje ao desfiladeiro de Pankisi para visitar os residentes da turbulenta zona e as tropas que perseguem milicianos da vizinha república russa da Chechênia, ao mesmo tempo em que acusou a Rússia de agressão. Moscou nega que tenha bombardeado o desfiladeiro, local onde assegura serve de refúgio para rebeldes da vizinha Chechênia. A chancelaria russa reiterou hoje que estava disposta a apresentar transmissões de radar e outras provas às autoridades georgianas. No entanto, Shevardnadze, que assistiu ao funeral de Guram Otiashvili, de 67 anos, que, segundo as autoridades georgianas, morreu durante uma incursão aérea russa, disse que havia recebido "cartas de muitos governantes mundiais que expressaram sua indignação". "O bombardeio russo de aldeias georgianas violou todos os limites", disse Shervadnadze em um ato em frente à igreja de Mataani, uma aldeia na entrada do desfiladeiro de Pankisi. "O mundo inteiro sente a sua dor", disse ele referindo-se a Otiashvili. "Não culpamos o povo russo, mas os que deram a ordem devem arcar com as responsabilidades". Na segunda-feira, em Nova York, o embaixador georgiano na ONU, Revaz Adamia, acusou a Rússia de agressão e pediu ao Conselho de Segurança que avalie a "flagrante violação" do direito internacional na região.

Agencia Estado,

27 Agosto 2002 | 16h47

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