Geórgia cede a pressão para reforçar operações antiterror

Em resposta à pressão americana e à ameaça de uma intervenção militar russa, o presidente georgiano Eduard Shevardnadze disse hoje que havia ordenado uma intensificação nas operações de segurança no desfiladeiro de Pankisi, e concordou em entregar a Moscou supostos militantes chechenos. Em sua entrevista telefônica semanal, Shevardnadze disse ter ordenado ao Exéricito e à polícia georgianos que iniciassem "operações ativas para deter terroristas e elementos criminosos e também para libertar reféns" dentro e nos arredores do desfiladeiro que, de acordo com a Rússia, tem servido de base para rebeldes chechenos e terroristas internacionais realizarem ataques na separatista região russa da Chechênia. Shevardnadze disse que a fase de preparação para a operação de segurança, iniciada no final do mês passado, estava completa e indicou que a Geórgia havia destacado uma "uma força compacta" para a região, além de advertir aos militantes que a "resistência será inútil". O presidente prometeu que dentro de duas ou três semanas a ordem será imposta em Pankisi. "O desfiladeiro ficará limpo para sempre de qualquer sinal de grupos ilegais armados, criminosos e narcotraficantes" disse Shevardnadze.Os comentários foram feitos por Shevardnadze depois de o presidente russo, Vladimir Putin, advertir em 11 de setembro pela televisão que, se a Geórgia não agisse contra os rebeldes chechenos e terroristas que supostamente se encontram em seu território, a Rússia se reservaria o direito de intervir militarmente na região. A advertência de Putin culminou meses de crescentes tensões entre as dus ex-repúblicas soviéticas. Funcionários russos criticaram as operações até então realizadas em Pankisi, considerando-as uma débil demonstração de força, e exortaram os georgianos a permitirem a presença de forças russas na área.

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